A Europa tem uma gaveta cheia de dinheiro e nem dá por isso

Perguntámos a 8 000 pessoas em 11 mercados europeus porque guardam tecnologia antiga. A resposta repete-se de país para país e está a sair-lhes mais cara do que pensam.

Por Robert Fritsche, Country Manager (Alemanha) na Swappie e o nosso especialista em marketing C2B


Algures numa gaveta, num armário ou no fundo de uma caixa de tralha, há um telemóvel antigo que não é ligado há mais de um ano. Não está avariado. Nem sequer é assim tão antigo. Está apenas ali, à espera.

Quisemos perceber porquê e, por isso, inquirimos 8 000 consumidores na Bélgica, Chéquia, Alemanha, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Itália, Países Baixos, Portugal, Suécia e Eslováquia. O que descobrimos foi praticamente igual em todos os países: as pessoas não evitam vender os dispositivos antigos. Vão simplesmente adiando. E isso sai-lhes mais caro do que imaginam.

A armadilha do telemóvel “de reserva”

Nos 11 mercados, 27% das pessoas dizem que a principal razão para nunca terem vendido um dispositivo antigo é tê-lo guardado “como reserva”. É o motivo mais apontado, à frente de não saber onde vender, achar que já não vale nada ou considerar o processo demasiado trabalhoso.

A percentagem varia de mercado para mercado, mas o hábito repete-se em todos os países. Não é uma questão de nacionalidade, é um comportamento comum. Um telemóvel que ainda funciona parece demasiado útil para ir para o lixo, mesmo depois de já ter sido substituído.

A maioria acha que já perdeu dinheiro por esperar

Esta hesitação não sai de graça. 58% dos inquiridos acreditam já ter perdido dinheiro por terem guardado um dispositivo durante demasiado tempo antes de o vender. É uma ideia muito generalizada, embora seja mais forte nuns países do que noutros.

Arrependimento, mas só até certo ponto

Entre quem acredita ter perdido dinheiro, o grau de arrependimento varia consoante o mercado, mas a conclusão mais interessante vai além das diferenças entre países. Mesmo quem sabe que deixou dinheiro em cima da mesa descreve o arrependimento como “pouco” ou “mais ou menos”, e não como “muito”, em quase todos os mercados analisados.

Ao que parece, perder dinheiro raramente custa tanto quanto seria de esperar. E talvez seja precisamente por isso que o problema do telemóvel na gaveta continua. Não há um momento de arrependimento claro que obrigue a mudar de comportamento, apenas a vaga ideia de que as coisas podiam ter corrido de outra forma.

Saber não é o mesmo que agir

A maior diferença nos nossos dados está entre aquilo em que as pessoas acreditam e aquilo que realmente fazem. Nos mercados onde há mais gente convencida de que perdeu dinheiro por esperar, essa convicção nem sempre leva a vender mais cedo.

Alguns dos mercados mais “conscientes” estão até entre os mais lentos a agir e guardam os telemóveis durante dois anos ou mais, bem acima da média. Ou seja, estar atento ao dinheiro não chega para quebrar o hábito do telemóvel na gaveta.

O que levaria as pessoas a vender mais cedo

Quando perguntámos o que as levaria a vender mais cedo, as respostas mais escolhidas foram muito semelhantes em todos os mercados: um processo rápido e cómodo (28%), um preço de retoma garantido (27%) e uma estimativa clara e atualizada do valor real do dispositivo (25%).

Às pessoas não faltam motivos para vender. Falta-lhes uma forma simples e de confiança para o fazer. Foi a pensar nisso que criámos a Swappie. Com dez anos de experiência na inspeção e no recondicionamento de dispositivos, acreditamos que cabe a nós tornar este processo mais simples.

Louise Care, Diretora de Operações de Investigação na OnePoll, empresa que conduziu o estudo, explica: “O estudo mostrou que as pessoas têm muitas dúvidas sobre o valor que a sua tecnologia antiga ainda pode ter.

Isso significa que há aqui uma oportunidade por aproveitar para ganhar algum dinheiro extra com coisas que estão a ganhar pó em gavetas e armários.

“Como vender parece dar trabalho, as pessoas acabam por perder a oportunidade de se desfazerem de coisas de que não precisam nem querem.

“Hoje em dia, os dispositivos parecem manter o valor durante mais tempo, por isso esta pode ser a altura certa para dar uma vista de olhos ao que está guardado na gaveta e transformar esses objetos antigos em dinheiro.”

Louise Care, Diretora de Operações de Investigação, OnePoll

Sobre o autor

Robert Fritsche é Country Manager para a Alemanha e o especialista em marketing C2B da Swappie. Fora do trabalho, corre maratonas, joga hóquei no gelo desde os cinco anos e gosta de viajar com amigos e família.

Este inquérito online a 8000 pessoas da população em geral na Bélgica, Chéquia, Alemanha, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Itália, Países Baixos, Portugal, Suécia e Eslováquia foi encomendado pela Swappie e realizado pela empresa de estudos de mercado OnePoll, de acordo com o código de conduta da Market Research Society. Os dados foram recolhidos entre 28/08/2026 e 02/09/2026. Todos os participantes deram duplo consentimento para participar em estudos e são remunerados de acordo com a duração e a complexidade do inquérito. Este estudo foi supervisionado e revisto pela equipa de investigação da OnePoll. A OnePoll é parceira empresarial da MRS, membro corporativo da ESOMAR e membro do British Polling Council.

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